Paris is burning é um documentário da década de 90 que trata da situação dos gays em Nova York, bem na época da explosão da AIDS no mundo, apesar de não mencionado no filme. O documentário mostra como era a vida noturna de gays, transsexuais e drag queens, que frequentavam alguns bailes onde podiam participar de competições e desfiles. Lá, essas pessoas poderiam ser quem elas realmente eram ou simplesmente projetar o que queriam ser na sociedade. 


Uma recorte bastante interessante que o filme traz é a questão racial. Nestes bailes, muitos eram negros e vinham de famílias pobres, e por isso, além de enfrentarem a repressão pela escolha sexual, ainda tinham que lidar com todo o preconceito racial e a marginalização que o acompanhavam. Ali, naqueles bailes, eles encontravam o apoio de outros homossexuais mais velhos que tinham passado pelas mesmas situações. 

Eu fiquei impressionada em como o documentário consegue trazer, de uma forma tão fantástica, como começou a cultura drag. Muitos dizem que ele só reforça ainda mais os estereótipos sobre os homossexuais, sobre essa visão de serem espalhafatos e afeminados. Porém, é importante observar a época em que o filme se passa: anos 90, década ainda muito machista. Inclusive, o próprio documentário vai mostrar que o desejo de muitas dessas pessoas, transsexuais em sua maioria, era o de ter uma casa e se casarem, ou seja, isso representa muito a ideologia conservadora de família tradicional da época.

       Esta é a América branca. Qualquer outra nacionalidade que não seja branca, sabe disso e aceita isso até o dia em que morrer. Isso é o sonho de todo mundo e a ambição como uma minoria -  viver como uma pessoa branca. E quando se tratam das minorias, especialmente a negra - nós, como povo, nos últimos 400 anos - é o maior exemplo de modificação de comportamento na história da civilização. Tudo tinha sido tirado de nós, e ainda assim todos nós aprendemos como sobreviver. É por isso que, em um salão de baile, é tão óbvio que se você tiver capturado a maneira de ser branco, ou estiver à procura, ou vestir-se, ou falar como branco: você é uma maravilha.



Hoje estava em uma aula de direito civil e pensei comigo: Por que não? Por que não voltar com o blog? Quem me conhece há um tempinho sabe que esse espaço me acompanha desde 2010, e que sempre é assim, uma hora sempre dou uma desacelerada na escrita aqui e de repente bate aquela vontade de ter blog de novo. As circunstâncias do final do ano passado me obrigaram a dar um tempinho para o blog, mas hoje eu tenho tudo o que preciso: um notebook novo, internet boa e vontade. Então, por quê não?

Como estou em uma vibe anos 80, resolvi criar essa listinha com os clipes mais bizarros dos anos 80. Conheci todos na infância, e até hoje, sem brincadeira, não consigo entendê-los completamente:

1. You're my heart, you're my soul - Modern Talking
Eu amo a baladinha que essa música consegue fazer ao mesmo tempo em que esse clipe consegue ser bem bizarro e um pouco assustador. Alguém me explica essa fumaça atrás deles? Repare na cara de morto constante do cantor da esquerda e seus closes quando há uma batida da música que parece sincronizar com o movimento da cabeça dele. Também, tem a expressão "tô querendo te seduzir" constante do guitarrista:



2. The Goonies 'R' Good Enough
Esses é um daqueles clipes em que se chega ao fim e fica tipo "Que?" Tudo começa com a cantora encontrando um buraco na parede que a leva à uma caverna. Lá, ela encontra um mapa, algumas crianças e posteriormente alguns vilões que tentam lhe roupar o mapa. A verdade é que, para entender o clipe, só mesmo assistindo "The goonies", um filme de ação da década de 80 que fez bastante sucesso e que conta com a participação da Cyndi Lauper. Inclusive, é de lá que saíram essas cenas. Por isso, o clipe nada tem de esquisito além do roteiro do próprio filme: 



3. Total eclipse of my heart - Bonnie Tyler
Gente, esse clipe é todo sinistro. Para começar, o ambiente é de um castelo abandonado onde portas abrem sozinhas e garotos têm olhos com luz LED. O que é mais macabro? Em uma pesquisa que fiz, encontrei uma breve análise que dizia que o clipe é na verdade sobre vampiros. Mas, vampiros? O clipe termina com Bonnie cumprimentando um cara que canta um afinadíssimo "turn around, bright eyes", que significa "vire-se, olhos brilhantes". Tire suas próprias conclusões:


Sobre recomeço e anos 80

by on 22:58
Hoje estava em uma aula de direito civil e pensei comigo: Por que não? Por que não voltar com o blog? Quem me conhece há um tempinh...