Como foi: A-ha em Curitiba (15/10)


Apesar de ainda não ter estrutura emocional para falar sobre, vamos lá. Consegui o ingresso para o show uma semana antes e juro que ia sofrer menos se eu não tivesse ido. Juro. Sabe aqueles shows que, de tão maravilhosos, você fica com depressão depois? Pois é, ainda não superei. Mas estou tentando. 

Para quem não conhece, A-ha é uma banda norueguesa que bombou nos anos 80, a conhecida década de ouro”. Conheço e ouço a banda desde criança porque a minha mãe era muito fã e sempre costumava comprar aqueles DVDs de flashbacks para relembrar os bons tempos. Dentre todas as faixas dos tais DVDs, A-ha ganhou minha admiração desde os 8 anos por terem os clipes mais legais (quem não conhece o clássico Take on Me?) e serem um trio que, convenhamos, muito lindo! Haha

Chegamos no local do show por volta das 18hrs e os portões se abririam às 20hrs. Que eu saiba, não tinha ninguém acampado lá e até estranhei o fato da fila não estar tão grande como o esperado. Pelos meus cálculos, ali estavam umas 50 pessoas na minha frente. 

Ficar 2 horas na fila não é fácil e por isso tem que valer a pena o sacrifício. Após a abertura dos portões, ainda esperei literalmente imóvel mais 2 horas para que o show começasse. Consegui pegar um lugar atrás de uma pessoa que estava na grade, no lado direito da pista e muito perto do palco. Sair para tomar água ou ir ao banheiro? A simples hipótese de pensar em sair dali faria você perder seu lugar. 

O Curitiba Master Hall é coberto e muito pequeno. Quando o show começou era de se impressionar a quantidade de pessoas que tinham ali dentro naquele curto espaço. E por falta de ventilação e superlotação, o calor era quase insuportável. Irrespirável, a palavra certa. A produção realmente pecou em não ter escolhido um lugar melhor para um show internacional como esse. Mas tudo bem, valeria a pena.
Morten Harket
Só foi Morten (o vocalista da banda) subir ao palco para a galera pirar. Como disse um redator do site da Gazeta, ele está “naquela fase entre o galã maduro e tiozinho”. Gente, impressionante. O cara tem 56 anos e um corpo de 30, dava uns sorrisos tímidos no palco e até tirar os óculos se tornava uma ação extremamente sexy. As fãs gritavam!

O show parecia uma típica discoteca dos anos 80. Fizemos coros lindos. Foi então que, após cantarmos The living in daylights, Morten olhou para a direção onde estava e uma a moça atrás de mim ergueu um cartaz que dizia algo como “Hoje é meu aniversário, tira uma foto comigo”. Ele então sorriu desceu do palco! Por sorte, nessa hora eu estava filmando:


Socorro, esse foi o momento mais louco do show! No vídeo não dá para ver, mas quando ele desceu do palco todo mundo avançou! Eu estava muito perto e mesmo assim não consegui sequer estender a mão para tocar nele. Mas bom, pelo menos o vi de pertinho. Nem rugas o cara tem, gente!

O melhor momento sem dúvida foi quando cantamos Hunting High and Low, e não sei por que, mas em todos os shows Morten é todo melancólico ao cantar essa música. Inclusive no Rock in Rio chegou a chorar discretamente. Crying in the rain é uma das minhas preferidas e também foi excepcional. Aliás, todas essas canções tristes parecem ficar ainda melhores cantadas com a emoção ao vivo.

O show acabou alguns minutos antes da meia noite. O grupo agradeceu e fez um comentário de que a primeira vez em Curitiba tinha sido em 1989. Legal imaginar que nessa época eu nem tinha nascido! E agora eles estavam lá, quase 26 anos depois, ainda na ativa, fazendo um tour no mundo todo.

Para quem não conhece a banda, aqui vão algumas músicas que fizeram bastante sucesso:

Um comentário:

  1. Maima opinião sincera sobre o show, com o trio norueguês fazendo o que faz de melhor.
    Gostei da resenha, assim como você também tive minhas experiências pessoais com e banda, as quais foram maravilhosas.
    Em tempo, o Master HELL foi a pior opção possível par ao show...

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