Editora Arqueiro
240 Páginas
Autora: Ruta Sepetys
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De início, confesso que não foi uma história tão atraente para se ler. A impressão que tive quando li a sinopse foi que se tratava de um livro parecido com o Diário de Anne Frank, por envolver assuntos como guerra e patriotismo.

Lina é uma menina de 15 anos cheia de talento para a arte do desenho. É deportada com sua família para a Sibéria, juntamente com muitas outras pessoas da Lituânia, que estavam incluídas na lista de "antissoviéticos". Depois dos sofrimentos da viagem, que é descrito de uma forma meticulosamente incrível, eles chegam à um campo de concentração. Lá, deverão trabalhar em troca de 500g de pão e viver em condições extremamente precárias e desumanas.

Trata-se de um livro cheio de ação e que deixa sempre aquela curiosidade discreta à quem lê. Para os fãs de romance, teremos uma pitada de romance jovem. A linguagem é clara e objetiva na maior parte do tempo, tornando-o uma boa pedida  para quem não curte muitos rodeios e detalhismos.

O que dizer enfim, desse livro? 
Um tanto quanto emocionante, ler A vida em tons de cinza me fez até aprender história! Sim, tomei conhecimento sobre esse acontecimento histórico que envolve a anexação dos países bálticos, que inclusive, durante toda minha vida de estudante nunca tinha ouvido falar sobre.  E não é à toa que na capa está escrito: "Uma história de guerra quase nunca contada, mas, acima de tudo, uma lição de amor e esperança".

E não só foi isso! Aprendi também algumas palavras em russo e lituano porque em algumas situações da história os agentes soviéticos imperavam ordens e expressões nessa língua, como: Davai (depressa) e alguns xingamentos que é melhor nem escrever aqui (um deles é porca fascita).

Vale a pena?
Sim. Esse livro traz uma mensagem muito legal! É a de qualquer pessoa, a mais desumana e rude possível, possui sua peculiaridade e sentimentalidade. Em outras palavras, todos têm seu lado humano.

"É preciso fazer o que é certo sem esperar gratidão nem recompensa, Lina." (pg.16)

Nota: 4,5/5