Desde quando viajar é tão importante?


Ontem tive um papo com minha irmã à respeito da importância de experiências concretas, mais especificamente, das viagens que as proporcionam. Seria bobo dizer que eu simplesmente amo viajar - afinal, existe mesmo alguém que não goste? - mas algo que realmente me encanta em experiências longe de nossa terrinha é o tanto que isso é bom para nossa mente.

As poucas experiências de viagens longas que fiz com destino à ambientes diferentes a qual estou habituada sempre me renderam enormes reflexões, e especialmente sempre me fizeram questionar: "Como se mede o conhecimento"?

Acho que a palavra "conhecimento" está bastante associada à essa massa de ideias que encontramos nos livros, mas ainda mais à bagagem  associada aos mais diversificadas assuntos e vivências. Porém, o que se têm no conceito de sabedoria é exatamente isso. No entanto, seria correto dizer que um jovem não possui sabedoria, por conta da falta de vivências?

Humildemente creio eu que o conhecimento ainda mais está associado à nossa capacidade de extrair/sentir/ver algo novo que necessariamente será recordado. Por exemplo: Comparando um estudante que fez um ano de intercâmbio fora de seu país - viu novos ares, novas culturas, novas ideias - com outro que passou todo o ano indo à escola todos os dias - fez exercícios, trabalhos, provas mensais e bimestrais. Ignorando conhecimento por áreas: Qual aprendeu mais? Se fosse possível "extrair" conhecimento, qual você acha que aprendeu mais, e de forma mais  eficiente?

Ontem também estava a ler um livro chamado "Não é fácil ser jovem", de Rando Kim (em breve resenha!), e em uma das passagens do livro, o autor cita:


Você precisa ter experiências, ler muito, viajar, conversar com pessoas. Nada amadurece mais o ser humano do que as experiências. [...]

Viajar é uma ótima opção para acumular experiências de vida. Kim Min-ju, presidente de um instituto de pesquisas sobre a vantagem competitiva das cidades, disse certa vez: "Viajar é a correspondente social da experiência de quase morte". De certa forma, quando viajamos, é como se tivéssemos morrido para aqueles que estão à nossa volta. Essa é a valiosa chance de pensar sobre o que a ausência significa para as pessoas que conhecemos e a comunidade a que pertencemos.

Às vezes, durante uma viagem, observo a paisagem exótica pela janela e de repente revejo minha trajetória. Obtenho um quadro tão claro e honesto de mim mesmo - meus erros, meus acertos e tudo aquilo que tento não pensar - que até me surpreendo. Acredito que só conseguimos olhar para nossa vida de um ponto de vista objetivo quando estamos num lugar estranho. Outra coisa boa nas viagens é que passamos a dar valor àquilo que sempre desprezamos em nossa rotina. Viajar nos dar oportunidade de questionar nossas crenças e valores.
Rando Kim 

A seguir, um pequeno vídeo do canal de Denis Lee, que diz um pouco sobre o assunto deste post:


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