triste não fosse o fato
do de repente, aos destratos,
conceder um rude,
equívoco.
 porém, abraço

Expressão comum de um vestibulando
Amanhã farei o meu primeiro vestibular! Ainda estou no segundo ano do ensino médio, e como faço técnico integrado junto com o ensino médio a minha trajetória está a meio caminho andado, ou seja, ainda tenho aproximadamente 2 anos para fazer um vest valendo! Porém, ouvi dizeres relacionados de que nunca é demais experimentar um vestibular, tudo por questões de experiência.

No final do ano irei viajar para Brasília, onde realizarei o exame do PAS, que é um vestibular seriado para ingresso na faculdade UNB - Federal de Brasília. Há um mês do dito cujo (leia-se: ontem), lá fui eu pesquisar na internet sobre o estilo de prova, pois pelo que me disseram, não parece ser tão comum... Encontrei então um blog especialmente voltado para o PAS, com dicas sobre esse vest e mais outras coisinhas que ainda não li. Beleza. Fui "folheando-o" e quando de tal repentina, vi um post sobre as estatísticas do mesmo. Até aí tudo bem, de início pressenti que o autor do tal blog agradeceria o avanço das visitas, porque afinal, encontrar algo sobre o PAS é difícil, quando se comparado ao ENEM e outros vestibulares mais conhecidos.

Só que não. O autor do blog ficou meio que triste-feliz com o descaso do vestibular ao longo do ano. As estatísticas saltaram de certa forma que deixa a crer que nenhum indivíduo sequer se preocupa com vestibular/estudar-para-o-pas em épocas "distantes" da data da prova.

Parei e fiquei refletindo sobre o que estou fazendo da minha vida e sobre o costume desleixado que tenho (creio que não estou sozinha nessa) de deixar exatamente TUDO para os últimos tempos. Tem-se todo o conteúdo disponível em tempo real, durante TODO o ano, e poucos são os que realmente levam a sério cada matéria, cada dica e preocupam-se em se mantarem antenados quanto a isso.

As estatísticas. Assustador...
O moço do blog ainda complementou:

"Em dezembro começa a decaída, o que é normal porque a prova foi na primeira semana do mês. Mas o curioso fui o número de acessos na véspera da prova (dia 02/12/11), e o mais impressionante foi a postagem mais acessada: OBRAS LITERÁRIAS DA 1ª ETAPA. Será que a intenção desses visitantes era de baixar e ler os livros 1 dia antes da prova?

Independente da resposta, deixo uma dica: Não deixe para estudar na véspera. Você que tem o objetivo de entrar na UnB, precisa estudar para o PAS durante o ano inteiro, nas três etapas."

Cá estou eu, montando meu plano de estudos.

Ontem tive um papo com minha irmã à respeito da importância de experiências concretas, mais especificamente, das viagens que as proporcionam. Seria bobo dizer que eu simplesmente amo viajar - afinal, existe mesmo alguém que não goste? - mas algo que realmente me encanta em experiências longe de nossa terrinha é o tanto que isso é bom para nossa mente.

As poucas experiências de viagens longas que fiz com destino à ambientes diferentes a qual estou habituada sempre me renderam enormes reflexões, e especialmente sempre me fizeram questionar: "Como se mede o conhecimento"?

Acho que a palavra "conhecimento" está bastante associada à essa massa de ideias que encontramos nos livros, mas ainda mais à bagagem  associada aos mais diversificadas assuntos e vivências. Porém, o que se têm no conceito de sabedoria é exatamente isso. No entanto, seria correto dizer que um jovem não possui sabedoria, por conta da falta de vivências?

Humildemente creio eu que o conhecimento ainda mais está associado à nossa capacidade de extrair/sentir/ver algo novo que necessariamente será recordado. Por exemplo: Comparando um estudante que fez um ano de intercâmbio fora de seu país - viu novos ares, novas culturas, novas ideias - com outro que passou todo o ano indo à escola todos os dias - fez exercícios, trabalhos, provas mensais e bimestrais. Ignorando conhecimento por áreas: Qual aprendeu mais? Se fosse possível "extrair" conhecimento, qual você acha que aprendeu mais, e de forma mais  eficiente?

Ontem também estava a ler um livro chamado "Não é fácil ser jovem", de Rando Kim (em breve resenha!), e em uma das passagens do livro, o autor cita:


Você precisa ter experiências, ler muito, viajar, conversar com pessoas. Nada amadurece mais o ser humano do que as experiências. [...]

Viajar é uma ótima opção para acumular experiências de vida. Kim Min-ju, presidente de um instituto de pesquisas sobre a vantagem competitiva das cidades, disse certa vez: "Viajar é a correspondente social da experiência de quase morte". De certa forma, quando viajamos, é como se tivéssemos morrido para aqueles que estão à nossa volta. Essa é a valiosa chance de pensar sobre o que a ausência significa para as pessoas que conhecemos e a comunidade a que pertencemos.

Às vezes, durante uma viagem, observo a paisagem exótica pela janela e de repente revejo minha trajetória. Obtenho um quadro tão claro e honesto de mim mesmo - meus erros, meus acertos e tudo aquilo que tento não pensar - que até me surpreendo. Acredito que só conseguimos olhar para nossa vida de um ponto de vista objetivo quando estamos num lugar estranho. Outra coisa boa nas viagens é que passamos a dar valor àquilo que sempre desprezamos em nossa rotina. Viajar nos dar oportunidade de questionar nossas crenças e valores.
Rando Kim 

A seguir, um pequeno vídeo do canal de Denis Lee, que diz um pouco sobre o assunto deste post:



Editora Arqueiro
240 Páginas
Autora: Ruta Sepetys
Onde comprar: 
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De início, confesso que não foi uma história tão atraente para se ler. A impressão que tive quando li a sinopse foi que se tratava de um livro parecido com o Diário de Anne Frank, por envolver assuntos como guerra e patriotismo.

Lina é uma menina de 15 anos cheia de talento para a arte do desenho. É deportada com sua família para a Sibéria, juntamente com muitas outras pessoas da Lituânia, que estavam incluídas na lista de "antissoviéticos". Depois dos sofrimentos da viagem, que é descrito de uma forma meticulosamente incrível, eles chegam à um campo de concentração. Lá, deverão trabalhar em troca de 500g de pão e viver em condições extremamente precárias e desumanas.

Trata-se de um livro cheio de ação e que deixa sempre aquela curiosidade discreta à quem lê. Para os fãs de romance, teremos uma pitada de romance jovem. A linguagem é clara e objetiva na maior parte do tempo, tornando-o uma boa pedida  para quem não curte muitos rodeios e detalhismos.

O que dizer enfim, desse livro? 
Um tanto quanto emocionante, ler A vida em tons de cinza me fez até aprender história! Sim, tomei conhecimento sobre esse acontecimento histórico que envolve a anexação dos países bálticos, que inclusive, durante toda minha vida de estudante nunca tinha ouvido falar sobre.  E não é à toa que na capa está escrito: "Uma história de guerra quase nunca contada, mas, acima de tudo, uma lição de amor e esperança".

E não só foi isso! Aprendi também algumas palavras em russo e lituano porque em algumas situações da história os agentes soviéticos imperavam ordens e expressões nessa língua, como: Davai (depressa) e alguns xingamentos que é melhor nem escrever aqui (um deles é porca fascita).

Vale a pena?
Sim. Esse livro traz uma mensagem muito legal! É a de qualquer pessoa, a mais desumana e rude possível, possui sua peculiaridade e sentimentalidade. Em outras palavras, todos têm seu lado humano.

"É preciso fazer o que é certo sem esperar gratidão nem recompensa, Lina." (pg.16)

Nota: 4,5/5

Li uma matéria em algum desses sites de ajuda à estudantes que uma maneira bem interessante de você ter um rendimento de estudo melhor é frequentando bibliotecas. Tudo porque em casa a gente se dispersa mais facilmente, além de que em ambiente de estudo a "atmosfera do conhecimento lhe contamina", e você é meio que obrigado a estudar.

Na sexta passada, fui à biblioteca municipal em minha cidade, que fica no Espaço Cultural. Resultado: Rendeu muito! Aconselho à todos que não conseguem estudar em casa à frequentaram constantemente bibliotecas.

No espaço cultural ainda tive a oportunidade de conhecer a exposição da artista plástica Marina Boaventura, que fica na galeria de arte, no lado da biblioteca. Confiram as fotos:

Para quem não é de Palmas: taí a vista do espaço cultural.





Superlegal a variedade de estampa e contraste de cada guarda-sol.

Para quem deseja visitar, a exposição vai até dia 12 de setembro, na galeria municipal do Espaço Cultural, em Palmas.

A Fecoarte, juntamente com a Feira do Empreendedor, é um evento que está acontecendo aqui na capital do Tocantins. Lá estão expostos artesanatos regionais e algumas palestras estão sendo realizadas para futuros  empreendedores ou donos de pequenos e grandes negócios. O evento também acontece em muitas partes do Brasil, só que com enfoques regionais, é claro.

Estão expostas stands de várias empresas que estão divulgando seus trabalhos aos passantes, incluindo também artesãos e suas obras.  Fui conferir o evento ontem, vejam só:

Uma das coisas que mais me agradou no evento foi a estrutura.  Alguns espaços estavam em forma de "casinha", achei muito fofo.


Capim dourado
Artesanato regional - Como de praxe, o capim dourado foi um dos destaques para a feira. Para quem não sabe, bolsas, carteiras, sandálias e muitos outros acessórios são feitos desse material. Ele é um tipo de capim nativo que cresce somente Jalapão, uma região turística do estado do Tocantins. Ouvi boatos que no Rio de Grande do Sul ele cresce também, mas não se compara ao nosso, pois o gauchinho lá é amarelo e não dourado.

Casos à parte, o capim é conhecido até no exterior, e é uma fonte de renda para muitas pessoas que trabalham na confecção de produtos através dele. O primeiro trabalho artesanal feito de capim dourado  foi mostrado pela primeira vez a um grande público em 1993 na primeira FECOARTE de Palmas. A partir daí,   esteve presente em todas as outras edições da feira


A exposição contou também com uma sessão só de acessórios indígenas artesanais e comidas típicas.

Bonequinhos feitos de barro e tinta por indígenas nativos. 

           
Bonequinhos artesanais. Achei muito interessante o detalhismo de cada uma das obras. 


Feições e expressões detalhadas. Os bonecos representam trabalhadores negros do campo,  donas de casa ou escravos. Retratos nítidos da desigualdade de raça.

Exposição de empresas de cosméticos

Meu crachá e um bloquinho de anotações feito de material reciclável. A capa foi desenhada pelo artista Pierre de Freitas.
De 25 à 03 de agosto aconteceu aqui em Palmas-TO a Feira Literária Internacional do Tocantins (FLIT), com exposições de obras literários e atrações diversificadas, como: Palestras com autores famosos, shows, oficinas, mostras de vídeos, etc.

No dia 30 de julho, sábado, tivemos a palestra da escritora Thalita Rebouças, autora de obras do público adolescente. E eu, é claro, não ia perder a oportunidade de assistir essa palestra e rever a Thalita. Para quem não sabe, ela foi jurada do Soletrando 2010, a edição que eu participei, olha só:

Thalita Rebouças e o professor Sérgio Nogueira
Ok, maravilha. A palestra ia começar às 16:00 e eu cheguei quase no mesmo minuto em que começou. Auditório? Lotaaaaaaado! A própria @ThalitaReboucas tweetou sobre isso:

Beleza. Depois de contar um pouquinho sobre a sua vida, Thalita abriu para perguntas. Nunca vi público tão participativo, gente! Ela deu dicas superúteis sobre como se tornar um escritor e não deixou de ser realista: no começo não é fácil.

Thalita: - Vocês prometem pra mim que vão correr atrás de seus sonhos?
Todo mundo: - Siiiimmmmmmmmmmmmmm...

A palestra foi bem interativa, todos estavam prestando bastante atenção no humor de Thalita ao contar histórias.  A escritora até declarou ser tímida quando era adolescente, mas depois de fazer um curso de teatro perdeu a danada da timidez e hoje não sente tanto pavor de plateias...nem de pessoas. 

Depois da palestra teve a tal sessão de fotos e autógrafos. E é claro que (de novo) não perdi a bendita oportunidade! Fiquei impressionada com o excesso de expressão dela:

Eu: - Oi Thalita, não sei se você lembra de mim...eu representei o TO no soletrando 2010...
Thalita: - Meeeeeninaaaaaaaaa, é você mesmo?! É claro que eu lembro sim!!! 


Depois da palestra fomos dar uma volta pelo FLIT e encontramos até o Jack Sparrow lá: kkkkk